Internet & Privacidade

11 dez 2014

Foi-se o tempo em que vivíamos desconectados e, de certa forma, reclusos em nossos cantos. Com o avanço da tecnologia, principalmente nos últimos 20 anos, nossas vidas foram invadidas por perfis e cadastros online que conseguem refletir e repassar nossos dados e imagens para um número imensurável de pessoas. A verdade é que estamos quase que completamente interconectados e interdependentes por conta da internet e de seus incríveis artifícios.

A primeira coisa que vem a mente tende a ser um pouco aterrorizante: mas e a nossa privacidade? Perdemos controle de nossas próprias vidas?

De fato, o conceito de privacidade hoje em dia é um pouco diferente daquele que nos foi passado e ensinado décadas atrás, afinal, com a democratização da internet e da facilidade da transmissão de dados e informações pessoais e profissionais, a linha que divide a esfera pública da esfera privada tornou-se bem mais tênue.

De qualquer forma, isso não significa que nossas vidas, desde o advento da internet, tenham se transformado em livros abertos e escancarados! Muito pelo contrário, conseguimos, com discrição e cuidado, gerir nossas contas online para não darmos vexame ou passarmos uma imagem despretensiosa para colegas de trabalho, familiares e empregadores.

A chave para criar uma boa imagem nas redes sociais é sempre a discrição. Aqui segue uma lista de dicas para driblar os problemas que podem surgir por conta do uso pouco moderado dos perfis online:

1. Evite postar fotos de foro íntimo como por exemplo, viagens em casal, eventos familiares fechados e etc.

2. Evite postar fotos com roupas muito decotadas ou roupas de banho.

3. Evite postar fotos que explicitem o local de sua residência ou que mostrem seu endereço particular.

4. Evite fazer check-in’s em todos os locais que você frequenta diariamente.

5. Evite fazer comentários muito polêmicos, preconceituosos ou discriminatórios, o interessante é tentar ser o mais imparcial possível.

6. Evite fazer comentários sobre seu ambiente de trabalho, bem como sobre suas relações profissionais.

7. Evite expor detalhes íntimos de sua vida pessoal.

8. Tenha cautela com a ortografia e a gramática; erros de português podem ser cruciais.

9. Evite expor opiniões políticas e/ou religiosas em seu perfil.

10. Evite expor detalhes sobre a vida íntima de amigos e/ou familiares.

Acessórios para o look corporativo

09 dez 2014

Já discutimos diversas vezes sobre a importância de cuidarmos de nossa imagem durante o expediente de trabalho. Quando o assunto é moda, principalmente quando nosso escritório prevê um dress code específico, mudar ou ousar um pouco pode ser tarefa bastante difícil de ser realizada. Quando o caso é esse, é comum sentirmos que repetimos todas as semanas os mesmos looks.

Uma boa alternativa para escapar dessa “rotina” é apostar nos acessórios como lenços, echarpes, maxi colares e outros acessórios. Muitas vezes, quando reinventamos certos looks com essas peças coringas, inovamos nossas peças coringas mais batidas e renovamos nossa imagem no cotidiano profissional.

Evitem apenas ousar demais utilizando acessórios que são muito incoerentes com seu ambiente de trabalho. No mais, aproveitem e se inspirem nos looks abaixo!

lenços

Fotos: Yexx Moda Feminina <http://www.yexx.com.br>

02_ Colares longos como usar_como alongar a silhueta_look de trabalho

Look do dia_ Expediente da Moda_Vestido azul klein_ look para um cinema_look para um jantar de familia_look para cinema_look para almoço com as amigas

Fotos: Expediente da Moda <http://www.expedientedamoda.com>

A história da etiqueta

04 dez 2014

A origem da “etiqueta”, termo comum hoje em dia, é mais antiga que realmente pensamos. Os primeiros registros de conjuntos de regras de comportamento, polidez e boas maneiras apareceram na Europa ainda no século XVI; antigamente, restritos aos mais altos patamares da nobreza e da corte, esses manuais se preocupavam com a inserção dos indivíduos no cotidiano da privilegiada sociedade europeia. Bom, sabemos que hoje em dia, principalmente com o avanço tecnológico e a democratização do acesso à informação, o conceito de etiqueta deixa de ser vinculado apenas aos mais ricos e abastados e passa a abranger a educação, a socialização e a civilidade de um modo geral. O mais importante é perceber que a etiqueta contribui para o nosso protagonismo em nossas carreiras e diferente círculos sociais; sem noções básicas de costumes, hábitos e boas maneiras, o importante processo de socialização fica comprometido e, assim, muitas portas podem se fechar sem percebermos!

No passado, o grande responsável por introduzir essas regras de comportamento para determinados grupos sociais, foi o famoso monarca francês Luís XIV, o Rei Sol. A própria palavra “etiqueta” é derivada dessa época “uma vez que eram distribuídas etiquetas aos nobres quando estes chegavam ao pátio do palácio, contendo instruções de como se portar, o lugar a ser ocupado na mesa e outras instruções.”*

Foto - http://www.emersonkent.com/images/louis_xiv_painting.jpg

Famoso pela ostentação e pela preocupação com as normas de seus eventos e festas, Luís XIV teve grande influência na disseminação da etiqueta por toda Europa, e consequentemente, por todas as colônias europeias, como, por exemplo, o Brasil. Quase um século após a morte do rei francês, Dom João VI trouxe ao Rio de Janeiro, junto à nobreza e à corte portuguesas, uma nova realidade no que diz respeito ao convívio social.

Atualmente, independentemente da classe social ou da origem das pessoas, a etiqueta é pautada pelo respeito ao próximo e aos costumes de uma determinada cultura ou grupo social. Aprendermos a agir civilizadamente vai além da divisão de classes ou qualquer outro aspecto dessa natureza, pois, é, na verdade, parte de nossa educação e nossa socialização.

Portanto, tenhamos respeito, amor e, claro, bons modos!

Fonte: <http://www.portalorm.com.br/stile/interna/default.asp?codigo=285514> Acesso em 04/12/2014 às 15:35

Por um verão colorido e combinado

02 dez 2014

O verão tem uma incrível capacidade de despertar em todos nós um mix de sentimentos bons: sol, cores, calor, alegria e amor. Ainda mais para nós brasileiros que temos o privilégio de viver em um local riquíssimo de referências paisagísticas, artísticas e culturais.

Desde o início da história de nosso país, a brasilidade tem sido um tema extremamente discutido e representado nas mais diferentes plataformas e formas artísticas. Um dos mais típicos denominadores comuns é, definitivamente, o uso de cores para transmitir tanto nossas riquezas culturais e naturais, como, também, a alegria e a “cordialidade” do povo brasileiro. Um bom exemplo nas artes visuais é a artista Tarsila do Amaral; no último post fizemos um breve levantamento do uso de cores complementares nas obras da artista modernista, e, hoje, destacamos novamente uma de suas obras mais famosas, o Abaporu:

“Abaporu” de Tarsila do Amaral, 1928

A conhecida pintura a óleo retrata uma série de peculiaridades da nossa cultura nacional, transparecendo a imagem do brasileiro tanto no uso das cores como também na representação de um povo “pé no chão”, simples e bastante vinculado à sua terra.

Não queremos discutir arte única e exclusivamente, mas, como estamos cercados de representações artísticas em nossas vidas, podemos usá-las para refletir, em nossos cotidianos, os sentimentos de brasilidade que nos tornam tão especiais nesse mundo. A arte pode nos servir de inspiração para reinventarmos diariamente nossas próprias representações de nossas imagens pessoais!

Na moda, as cores e o mix de tons e estampas, é observado nas mais diferentes coleções de estilistas e fashionistas brasileiros.

 Alexandre Herchcovitch, verão 2012

desfile São Paulo Fashion Week verão 2013 Alexandre Herchcovitch blog modaAlexandre Herchcovitch, verão 2013

Estilistas brasileiros tendem a imprimir, em suas criações, conceitos que mostram justamente essa miscelânea de referências culturais e sociais tão características do nosso país.

Podemos pensar nessas referências ao compormos looks para o nosso verão 2015. Que tal um mix de estampas, ou, quem sabe, imprimir sua brasilidade numa colorida saia midi? A verdade é que o verão traz a tona esses incríveis sentimentos que tornam essa época do ano tão especial e bacana!


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Fotos: <http://www.parasenhoritas.com.br/inspiracao-mix-de-estampas/> Acesso em: 02/12/14 às 16:13

Cores: para além da estética e da harmonização

27 nov 2014

A identificação e a utilização das cores nas mais diferentes plataformas (artes visuais, design, moda, decoração e etc) merecem especial atenção. A harmonia das cores nas coisas que observamos, sejam elas obras de arte ou composições de looks cotidianos, é essencial para atrair nossa atenção ou para transmitir um determinado sentido ou significado.

Há muito tempo, artistas, designers, fotógrafos e estilistas, concentram-se, ao trabalharem em suas obras, na harmonização das cores, respeitando, sobretudo, a teoria das cores e conceitos de tonalidade, luminosidade e saturação.

Um grande artifício para esse estudo é o Círculo Cromático, que contribui para a harmonização das cores e suas respectivas combinações.

 

 

ccomp

Através deste interessante método, é possível trabalhar com diferentes cores, sem deixar, portanto, de atrair os olhares do observador. Um bom exemplo desse estudo de cores está na obra de Tarsila do Amaral, artista do Modernismo brasileiro que mesclou em suas obras toda a atmosfera do país tropical com conceitos cubistas europeus.

“Sol Poente” Tarsila do Amaral

É possível observar, nos traços de Tarsila, o encontro de cores complementares, transmitindo, sobretudo, uma estética bem definida e cheia de significados e sentidos.

Na moda, tal estudo não é incomum. Vemos constantemente, em desfiles e passarelas mundo a fora, composições de looks e de tendências que respeitam a harmonização de cores encontrada no círculo cromático. A nova coleção da Versace para a Riachuelo transmite justamente essas combinações.

Versace para a Riachuelo, 2014

Há muito o que se discutir sobre esse tema tão interessante. Tentaremos levantar mais questões sobre como combinar cores e observá-las sob um ponto de vista mais preciso e crítico.

 

 

Etiqueta nas confraternizações de fim de ano

25 nov 2014

Dezembro já está batendo na porta e, com essa época, começam a surgir inúmeros convites para confraternizações de amigos, colegas de trabalho e familiares. Esse é realmente um período bem empolgante, afinal, é nesse momento que podemos fazer um balanço tanto pessoal como profissional sobre nossas conquistas e sucessos do ano que se encerra. Vale também pensarmos nos objetivos que gostaríamos de traçar para o ano que se aproxima, visando sempre manter-se focado em um futuro promissor e tangível.

As festinhas e encontros de fim de ano, principalmente em âmbito profissional, podem representar um interessante potencial de networking. Durante essas confraternizações, não é incomum a interação com colegas, diretores e pessoas de outros departamentos com quem não se encontra diariamente. Tome essa experiência como uma oportunidade para se apresentar e deixar uma impressão positiva em todas essas pessoas, pois, com a atual dinâmica do mercado, o trânsito entre setores e departamentos de uma empresa é regular!

Portanto, para deixar essa boa impressão, é interessante seguir algumas simples dicas que podem tornar sua experiência muito mais positiva e, talvez, promissora!

1) Evite atrasos: o clima das confraternizações é um pouco mais informal, porém, isso não significa que você participará de uma festa com amigos em que atrasos são “aceitáveis”. Procure chegar com, no máximo 15 minutos de atraso.

2) Evite expressar-se sobre problemas da empresa ou de seus departamentos. Lembre-se, esse é um momento de networking e, para preservar sua imagem, é fundamental que você não se manifeste contra quaisquer políticas tomadas pelos dirigentes ou diretores de sua empresa.

3) Beba com (muita) moderação: lembre-se, você não estará cercado por seus amigos pessoais, mas sim por empregadores e colegas. Quaisquer atitudes em excesso ou demasia serão avaliadas por todos.

4) Cautela com o dress code: embora a confraternização seja de caráter informal, é mais coerente que se tenha cuidado ao escolher o look que vestirá no evento. Mulheres, evitem vestir blusas muito decotadas ou vestidos curtos; homens, evitem vestir bermudas e sandálias (por mais descoladas que sejam).

5) Se você optar por levar seu cônjuge à confraternização, tente agir de forma discreta, evitando, portanto, isolarem-se em algum canto. A interação com as outras pessoas é fundamental e muito importante. Discrição é a chave para transmitir a imagem de um casal respeitoso e socialmente coerente.

 

Em nome da diversidade e do respeito

20 nov 2014

Hoje é celebrado o Dia da Consciência Negra, momento de reflexão sobre a inserção e a participação do negro na sociedade brasileira. A data 20 de novembro é emblemática pois coincide com o dia de morte de Zumbi dos Palmares, grande figura histórica que representa a resistência negra à escravidão.

Em um país diverso como o nosso, a conscientização e o combate ao preconceito devem ser constantes. Respeito e igualdade sempre!

E é justamente sobre as questões da diversidade e do respeito que compartilhamos essa notícia postada no blog Link do jornal O Estado de São Paulo em 5 de novembro. O que vocês acham dessa novidade? Muito legal, né?

Emojis terão cores diferentes em nome da diversidade

Emoticons que imitam a aparência humana seguirão escala de tons de pele que inclui branca, morena clara, morena moderada, morena escura e negra

Por Redação Link

SÃO PAULO – O Unicode Consortium, entidade responsável pela padronização de emojis no mundo, determinou que a partir do meio do ano que vem, os emojis (ou emoticons) passarão a contemplar outras cores de “pele”. Tudo em nome da diversidade.

“Pessoas de todo o mundo querem ter emojis que reflitam a diversidade humana, especialmente as diferentes cor de pele”, diz o relatório publicado nesta segunda, 3.

A entidade, da qual fazem parte representantes de empresas como Google e Apple, diz ainda que as figurinhas originalmente foram pensadas para representarem expressões com cores mais genéricas, embora por seguirem as origens japonesas sigam “tons de pele levemente mais claros”.

O padrão Unicode 8.0 acrescentará, portanto seis tons de pele aos emojis com aparências humanas, seguindo a escala de cores de Fitzpatrick, que inclui branca, morena clara, morena moderada, morena escura e negra.

Vale notar que os padrões da Unicode não são necessariamente adotados quando publicados; a adoção depende das empresas que usam os símbolos em aplicações de mensagens – o que envolve fabricantes de celular, sistemas operacionais, serviços de internet (como Google e Bing) e apps.

Fonte: Emojis terão cores diferentes em nome da diversidade <http://blogs.estadao.com.br/link/emojis-terao-cores-diferentes-em-nome-da-diversidade-racial/> Acesso em 20/11/14 às 14:46.

Fast Fashion & Grifes

11 nov 2014

As parcerias entre as redes de fast fashion e as grandes e consolidadas grifes não são nenhuma novidade para quem acompanha o universo da moda. De fato, essas associações tendem a ser muito interessantes do ponto de vista conceitual: afinal, não são todos que tem a possibilidade de adquirir peças da Versace, Stella McCartney e Alexander Wang regularmente. Não a toa, sempre que uma nova parceria é anunciada, os holofotes da mídia são quase que imediatamente direcionados para as assinaturas das grandes grifes em peças de fast fashion acessíveis e, digamos assim, democráticas.

O tema, porém, gera polêmica… existe problema ou alguma briga entre o luxo e o fast fashion? Os estilistas perdem sua originalidade quando assinam peças para a indústria rápida da moda? Os consumidores devem se sentir privilegiados por poder usar cortes de roupas elaborados por grandes gênios da moda?

Em tempos de Fashion Week, esse debate fica ainda mais interessante; afinal, é após os desfiles das conceituadas grifes que podemos desvendar as tendências para a próxima estação e obter maiores informações sobre as coleções que serão brevemente lançadas. De qualquer forma, não é uma assinatura (ou algumas etiquetas) que definem nossos estilos ou nossas imagens… é preciso ir além: é como Coco Chanel dizia: “o que conta não são os quilates, mas o efeito!” O mais importante, portanto, antes de avaliarmos questões superficiais sobre essas parcerias, é perceber que a construção de quem somos e como nos apresentamos ao mundo não se resume em um look apenas, é um processo muito maior, que passa pelo comportamento, pela comunicação, pela elegância e, sobretudo, pela postura que expomos tanto no ambiente particular como profissional e socialmente.

Bom, debate a parte, as duas grandes parcerias que aterrissaram no Brasil em novembro fazendo bastante barulho são: Versace e Riachuelo, e, Stella McCartney e C&A.

A primeira, chegou nas lojas no dia 7 de novembro e, com valores que vão de R$ 49,90 a R$ 399,90, traz para as brasileiras desde regatas até vestidos e maxi acessórios. Dentre os temas da coleção destacam-se o animal print e o fundo do mar, que deixaram clara a assinatura da grife italiana.

Confira mais sobre as peças no catálogo virtual da rede!

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Já a parceria entre Stella McCartney e C&A já parte para uma pegada mais sustentável, deixando clara, porém, a sua orientação para o universo da alfaiataria.

Confira mais sobre as peças no catálogo virtual da rede!

11NOV_11H

Que tal? Será que essas redes merecem nossa visita?! Com certeza!

Inspiração: Mini Bags

31 out 2014

link

As mini bolsas viraram uma febre, mas também quem pode resistir a elas que são tão fofas?
São ótimas para quem quer carregar apenas o necessário já que nem o celular cabe nelas. São muito práticas e o formato é lindo!
Separei algumas imagens para inspirar a todas, que assim como eu se apaixonaram pelas lindas mini bags. Confiram!!!

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Ficam ótimas em um look mais casual e também em um mais formal e fashion!

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Podem ser usadas em um ombro só, na transversal ou na mão com a alça mais longa caindo!

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Não são um amor?!

 

 

Como a geração Y pode ter mais inteligência emocional

23 out 2014

Jovem com olhar desconfiadoInteligência emocional: jovem precisa estudar as sutilezas das suas interações com o outro

São Paulo – Quem faz parte da geração Y já está acostumado a ouvir todo tipo de crítica sobre seu modo de ser. Os jovens são chamados de arrogantes, mimados, impacientes e – como se não bastasse – terrivelmente carentes de inteligência emocional.

Uma recente pesquisa da consultoria YCoach mostrou que as emoções são o principal obstáculo para a carreira dos ingressantes no mercado de trabalho. Mesmo quem tem boas competências do ponto de vista técnico sofre nos primeiros anos da vida profissional, devido a fragilidades comportamentais.

O que falta a essa geração é, sobretudo, autoconhecimento. Pelo menos é o que pensa Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê RH. “É claro que existem exceções, mas a maioria dos Y tem dificuldade de identificar suas próprias emoções, e também as dos outros”, afirma.

Outro problema, na opinião de Santos, está no grande apego dos jovens à tecnologia. “A comunicação acontece muito frequentemente por redes como Facebook ou WhatsApp, e acaba perdendo a expressividade da linguagem corporal, gestual e oral”, afirma.

Com isso, eles acabam desaprendendo a ler sinais emocionais do outro, além de se tornarem menos empáticos. “É uma deficiência muito grave, porque o mundo do trabalho se pauta justamente pela qualidade dos relacionamentos que você trava com colegas, subordinados e chefes”, comenta o especialista.

Feitas as críticas, Santos acredita que a geração tem sim “conserto”. Com sua ajuda, EXAME.com listou alguns cuidados que podem ajudar você, Y, a fazer as pazes com as suas emoções:

1. Pense e converse sobre o que o deixa tenso
Depois de situações estressantes, recomenda Santos, nada de esquecer ou tentar se distrair com outros assuntos. “É importante parar um pouco e refletir sobre o que houve de tão incômodo para você naquele episódio”, explica.

Depois desse tempo de introspecção, é importante comparar as suas percepções com as de outra pessoa. “Não adianta falar com a mãe”, brinca Santos. O ideal é conversar com colegas de trabalho ou pessoas da mesma idade ou profissão.

2. Observe atentamente o seu ambiente
Procure prestar atenção nos detalhes do comportamento das outras pessoas. Exercitar esse olhar ajuda a perceber as emoções que elas estão expressando ou escondendo, de acordo com Santos.

Tem dificuldade em interpretar os sinais sozinho? “Busque conselhos de alguém que é bom nisso, ou pergunte diretamente ao outro como ele se sentiu em uma determinada situação, e por quê”, recomenda ele.

3. Perceba o que faz os outros concordarem com você
A capacidade de influenciar os outros tem tudo a ver com o domínio das emoções, segundo Santos. “Profissionais competentes nisso costumam ter carreiras de sucesso”, diz o especialista.

Mas como conseguir afetar os estados de espírito, ideias e comportamentos das outras pessoas? A dica é estudar as sutilezas da sua interação com elas. “Recomendo que, em cada situação vivida, o jovem note qual foi o detalhe que fez alguém aderir ou não às suas propostas”, afirma.

4. Reconheça que seu sucesso depende das outras pessoas
Um ingrediente fundamental da inteligência emocional é a empatia, isto é, a capacidade de detectar as emoções do outro e adaptar o seu comportamento a elas. “É a rara capacidade de se colocar verdadeiramente no lugar do outro”, explica Santos.

Para desenvolver isso, só existe um caminho, segundo ele. “Você precisa admitir, para si mesmo, que a sua carreira depende do apoio das outras pessoas, e ele só vai existir se você respeitá-las e compreendê-las”, conclui.

Texto retirado do site EXAME: < http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/como-a-geracao-y-pode-ter-mais-inteligencia-emocional>

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